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Nesta
Sala, está exposta uma notável colecção de fósseis de mamíferos
provenientes dos sedimentos miocénicos (com cerca
de 15 milhões
de anos) dos antigos areeiros de Lisboa (Lumiar, Charneca,
Chelas etc.).
Nessa altura, o clima desta região era mais quente e húmido,
sendo povoada por uma fauna variada, de que se destacam grandes
vertebrados, à semelhança da que hoje existe em África.
Sem dúvida que, dos fósseis mais abundantes encontrados nos
antigos areeiros de Lisboa, se destacam os Mastodontes, com os
géneros Trilophodon e Tetralophodon, por entre os mais
frequentes.
A estes juntam-se espécies de Rinocerontes, Cavalos primitivos,
Hipopótamos, Veados,
Javalis, Canídeos selvagens, etc. , e até do
Tigre de “dentes de sabre”. Refiram-se, também, exemplares de coprólitos
(excrementos fossilizados).
Este variado conjunto é constituído por fósseis de cerca de 60
espécies diferentes.
Há, ainda, a destacar o belo exemplar de crânio de
Gavialosuchus americanus, var. lusitanicus, que pertencia a
um gigantesco crocodilo que viveu no Miocénico (há cerca de 15
milhões de anos) onde hoje é Chelas.
Por uma questão de espaço estão também expostos nesta sala
três
grandes peças de dinossauros, bem mais antigos que os
vertebrados do Miocénico, que os rodeiam. |
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Essas peças excepcionais são todas do Jurássico Superior, com
cerca de 150 milhões de anos, da região da Foz do Arelho e de
Alenquer. São elas um ílio, uma omoplata e um caracóide de Apatosaurus alenquerensis
(grande herbívoro quadrúpede) e os ossos da bacia de um Omosaurus lennieri
(outro
quadrúpede herbívoro).
Podem ver-se muitos outros exemplares deste grupo na Sala de
Paleontologia e, também, alguns na Sala de Arqueologia.
Na Sala de Arqueologia estão, também, expostos alguns exemplares
paleontológicos que, por uma questão de espaço, foram aqui
colocados.
Podem apreciar-se 5 exemplares de pegadas de dinossauros:
Megalosaurus sp, do Cabo Mondego, umas das primeiras a serem
identificadas em Portugal, e um belo conjunto toráxico de
Dracopelta zbyszewski de Ribamar, do Jurássico
Superior.
Estão ainda expostos exemplares de tronco de Juniperoxilon
pachyderma, árvore do Miocénico de Alcácer do Sal.
Elephas antiqus do Plistocénico de St.º
Antão do Tojal (fémur e tíbia), forma muito próxima dos actuais
elefantes.
Refira-se, ainda, a vitrina isolada, no lado direito da Sala,
que contem superfícies polidas e estriadas de granitos da Serra
da Estrela, devido à acção das glaciares da fase Würm (há
18 000
anos) da última glaciação, que foi a mais intensa de todas e que
se fez sentir em Portugal (Serras da Estrela e do Gerez). |